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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Se estivesse viva, estaria com 21 anos, a Pregadora que deixou um legado exemplar.

Por Sérgio Oliveira

sergiolovesmaressa@jornalista.me
bloglastminute-news@reportagem.info
aquinoticias@R7.com

Fotos: Nauro Júnior/Sérgio Oliveira/Divulgação




Cabelos compridos, morena e magrinha. Aos 9, aceitou Jesus. Após sua morte, em 22 de março de 2008, seu pai,  aceitou  Jesus e batizou-se.



Se estivesse viva, estaria com 21 anos. Um acidente interrompeu a curta vida de uma pregadora exemplar.
















Do Pequeno Grupo criado por Andressa Barragana surgiram outros 20, que estão em atividade. Após a  sua morte, André Barragana, pai de Andressa, converteu-se e batizou-se, dando sequência aos trabalhos da filha que morreu aos 14 anos. Adventista desde os nove anos, cumpriu sua agenda repleta de atividades missionárias com bastante êxito e firmemente.

Em um orbe tão movido pelo ‘secular na veia’ – muito rebanho de Cristo usa o púlpito, o banco da denominação e a bíblia diariamente. Na realidade, bem viva e fulgente com efígie sem distorção, 10% vive o que realmente prega. O restante, 90%’ encaixa-se na letra da música “Genérica”, do grupo Resgate, e no capitulo bíblico de Isaias 29:15.

Não estamos nos dias  dos apóstolos que andaram com Cristo Jesus, ou na era em que o profeta Daniel foi jogado na Cova dos leões. Sem dúvidas, profetas como naqueles tempos, não existirão mais. Como toda regra tem uma ressalva, nesse ‘não existirão’, o mundo conheceu uma menina de 14 anos, que deixou um legado de fé e dedicação à obra do Nazareno. Seu nome: Andressa Duarte Barragana.

Nascida em dia 27 de agosto de 1993, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, filha de André Barragana e Tatian Simone Cavalheiro Duarte Barragana, irmã de Samira Barragana e Dalva Barragana, emocionou o mundo com sua missão aqui na terra. Criada em um lar católico, quando pequena, sua avó a levou em um culto de oração. Entretanto, sua mãe não gostou da ideia. Como Andressa era determinada, convenceu sua mãe, que deu consentimento para que fosse ao culto. Foi amor à primeira vista, ficando deslumbrada, aceitando Jesus Cristo como seu Único e suficiente Salvador.

A pelotense, que comumente passou a participar das orações com sua avó, tomou a decisão de batizar (João 3:7). Tinha em seu coração a veleidade de tornar-se líder de um grupo de oração. Após o batismo, mergulhou de corpo e alma em todas as concepções Missionárias, constituindo um pequeno grupo de 10 crianças. Rapidamente, o ‘10’ virou ‘45’.

Feito apóstolos dos anos 30 a 33 (D.C), começou a fazer evangelismo público todos os domingos, evangelizando toda a população pelotense através de um programa de Rádio. Pouca idade com sopro de vida de Moises que passou 40 anos no deserto de Mídia.

A gauchinha,  missionária da Igreja Adventista do 7º Dia do Vasco Pires, em Pelotas (RS), apesar de seus 14 anos, tinha uma agenda de compromissos de segunda a sexta-feira, assumindo de forma voluntária, compromissos como, visitas em ‘abrigos’, aulas de artes manuais para ajudar pessoas do bairro a aumentarem a renda, programa de rádio mensal; ministrando cursos bíblicos; reuniões de oração intercessória; pregações; viagens de testemunho entre outros. Do Pequeno Grupo criado por Andressa, surgiram outros 20 que estão em atividade.

Como prova maior de sua dedicação ao trabalho voluntário, no carnaval de 2008, resolveu sacar todo o dinheiro de sua poupança - que seria investido na festa de 15 anos, em agosto daquele ano, para que os jovens da igreja participassem de um retiro em São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul. A mesma, na ocasião disse para sua mãe, Tatian Simone, que sua festa de 15 anos seria no céu.

Anjo para o céu




Como se fosse uma visão, Andressa foi passar os 15 anos no céu. Numa manhã de sábado de 22 de março de 2008, durante uma colisão no km 522 da rodovia Pelotas-Canoas (BR-116), em Pelotas (RS), próximo à Barragem Santa Bárbara, Andressa e mais três mulheres da mesma família morreram. Ainda ficaram feridos, o primo de Andressa, Jonathan Barragana dos Santos, de 7 anos, e o pai de Andressa, André Barragana. No acidente morreu Andressa Duarte Barragana, 14 anos, a avó paterna, Vera Regina Barragana, 56 anos, a tia Adriana Barragana, 30 anos, e a prima Natasha Barragana, de sete anos.

Vera Regina trabalhava como voluntária numa comunidade católica do Bairro Areal, em Pelotas. Adriana que estava desempregada era pensionista. Já Natasha era estudante da 1ª série do Ensino Fundamental da Escola Lélia Almes, no Areal. Centenas de pessoas compareceram ao velório, entre elas o presidente da Igreja Adventista do Rio Grande do Sul, Elias Zanotelli.

O acidente ocorreu às 7h35. Andressa conduziria um culto Adventista de Páscoa, na casa do seu avô, na zona rural de Pelotas, onde a família celebraria a Páscoa. Era para a chácara que o pai de Andressa se dirigia com o carro quando aconteceu a tragédia. O choque entre o Passat em que Andressa estava e um caminhão foi fatal. O condutor do Passat era o pai de Andressa. A missionária evangelizava crianças, jovens e adultos todos os dias, dia e noite, respirando e disseminando a palavra de Deus.

O corpo de Andressa foi velado no ginásio da Escola Adventista de Pelotas. A missionaria, que residia no Bairro Vasco Pires, em Pelotas (RS) foi sepultada às 10h da manhã, de 23 de março, num domingo, no cemitério São Lucas, em Pelotas (RS), no Bairro Sanga Funda.


Seu legado foi marcado por viagens que fazia pelo país com a Igreja Adventista para dar testemunhos de fé a outros jovens. Tornou-se uma personagem reconhecida nacionalmente entre os membros da Igreja Adventista do 7º Dia do Vasco Pires, igreja a qual frequentava.



Como era a agenda de Andressa





Andressa dizia: "Jesus nos dá vinte e quatro horas. Se tirarmos uma hora para fazer o trabalho missionário, entregar um folheto, entregar um curso bíblico... Porque Jesus está voltando. Ele está mostrando sinais, profecias. Isso tudo já está se cumprindo. Se não fizermos a nossa parte agora... Se quisermos fazer amanhã, talvez não dê tempo!”

Aos domingos tinha um programa na rádio que começava meditando a palavra de Deus. Contava histórias bíblicas para as crianças, realizando sorteios de brindes aos ouvintes. Pela manhã, de segunda a sexta-feira estudava. Na segunda-feira, à tarde, fazia trabalhos missionários. Na terça-feira, visitava lar de idosos (asilo), compartilhando com os idosos momentos de felicidades. Cantavam, dançavam, oravam e brincavam. Dava aulas de catequese para os senis.

Na quarta-feira, reunia-se em sua casa onde criou uma pequena cooperativa que produzia artesanato, decupagem, biscuit, vidros, porta-retratos de E.V.A., imã para geladeira, entre outras coisas. Andressa dizia que as famílias que trabalhavam na cooperativa eram “famílias bem carentes” e com a cooperativa conseguiam uma renda extra.

Na quinta-feira tinha o “Pequeno Grupo”, algo como uma célula ou um grupo de oração direcionado para crianças que Andressa coordenava. O “Pequeno Grupo” cresceu rápido. À noite, costumava reunir-se com irmãos da igreja para louvar ao Senhor. Na sexta-feira tinha o dia do Grupo de Oração Intercessória do Pequeno Grupo. Cada criança pegava um pedido de oração, que vinha de várias igrejas, e orava pela pessoa que pediu e pelos pedidos. Aos sábados, Andressa acordava um pouco mais cedo e convidava algumas crianças para irem até a igreja.

“Foi convidada pelo Freire a dar aula de catequese as Crianças, a mesma aceitou, porém com uma condição, ensinar a palavra de Deus que é viva e eficaz” .

Agenda de gente grande. Deixou de brincar e fez muito mais do que pessoas com mais de 100 anos de experiência. Pregou no Uruguai, Bolívia e cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Por onde passava, dizia que pregava com amor, que Jesus estava voltando, pois os sinais estavam dizendo.

“Entrego panfletos. Não sei o dia de amanhã. Se terei uma oportunidade pra falar de Deus”, dizia Andressa.

Legado

A ovelhinha de Deus foi um exemplo de fé e dedicação ao Reino de Deus. Uma prole de jovens evangelizadores de todo território nacional ficou marcada pelos seus testemunhos, que a cada dia mais inspiram crianças, adolescentes e adultos.

A comunidade adventista de Pelotas a recebia com calentura e entusiasmo. Em pouco tempo de vida ativa na igreja do Vasco Pires, era uma maestra – literalmente auxiliando em vários setores, entre eles, dirigir cultos.

O que muitos em 100 anos de vida não conseguiram fazer para Deus, a gauchinha fez em pouco tempo de vida – não completou 15 anos. A sua história é de arrancar lágrima somada por uma morte precoce de uma mensageira de olhar arrebatador, acriançado, afetuoso, de fala pacífica, que geriu mais de 100 pessoas ao batismo, sem contar milhares que ouviram o evangelho de Jesus através de seus trabalhos evangelistas.

Depoimentos


Fábio Daniel


“Caixão não tem gaveta, não guarda nada”.

O representante da JUNTA DE MISSÕES MUNDIAIS DA CBB (WORLD MISSIONS BOARD OF THE BRAZILIAN BAPTIST CONVENTION), pastor Fábio Daniel, pondera que Deus municia tudo, no entanto, às vezes a fé de muitos é pequena. Que nossa grande preocupação é como envolver e fazer algo para Deus, que estamos sempre querendo fazer algo para Deus, saber qual o passo devemos dar para fazermos à vontade de Deus. Que temos que nos colocar à disposição e dizer: Deus não me deixe fora do que o Senhor está fazendo no mundo.

“Deus sempre quer nos mostrar a direção correta a seguir, tendo prazer em guiar os nossos passos e caminhos. Vivemos num tempo em que muitas coisas e pessoas se apresentam como sinalizadores, condutores, indicadores para nossas vidas. Não podemos deixar que nada nem ninguém seja o sinalizador das nossas vidas, das nossas metas, dos nossos sonhos, dos nossos caminhos. Não podemos nos prender aos formalismos religiosos ou tradições que nos atrapalham no conhecimento e crescimento diante de Deus. Ninguém quer ir para um deserto. Ninguém planeja viagem de turismos, de férias, ou lua de mel para o deserto. Ninguém faz excursão para o deserto. Mas todos os grandes homens de Deus na Bíblia se prepararam para o deserto. Temos quer deixar marcas para Cristo. A vida é passageira, caixão não tem gaveta, não guarda nada, devemos seguir o exemplo da estudante Andressa Duarte Barragana, que viveu uma vida dedicada a ajudar os outros e falar da palavra de Deus por onde quer que fosse”, avaliou

Desde aos 11 anos


Ilson Geisler

Em fevereiro de 2006, Andressa esteve no Campori do PODER da Missão Ocidental Sul-Rio-Grandense, dando testemunho de sua vida evangelista, estimulando os líderes da Igreja à lealdade e à pregação do Evangelho. Falou sobre como Deus havia protegido sua vida e de sua família em diferentes períodos.

O presidente da MOSR, pastor Ilson Geisler, expressou que Andressa era incansável em seu trabalho para Cristo. Que a conheceu quando ela tinha 11 anos.

“Quando quis ser batizada disse que estava tarde demais para ela. Tinha sempre pressa, muita pressa. Dos nove aos 14 anos não pensava em outra coisa senão em evangelizar crianças, jovens e adultos. Todos os dias da semana, 24 horas por dia. Respirava e exalava o amor de Jesus para todos com quem entrasse em contato", contou, ressaltando, que Andressa fará muita falta, inclusive no Bairro Vasco Pires, onde morava, em Pelotas, pois fazia a diferença onde passava.

“Às vezes me pergunto: ‘se nossa igreja saísse do bairro ou cidade, sentiriam nossa ausência? E se nós saíssemos de cena, alguém notaria? ' Andressa nos deixa um grande exemplo de fé e dedicação à pregação do Evangelho. Ela viveu intensamente a pregação no tempo que Deus lhe deu", ponderou Ilson Geisler.
























































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