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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

QUANDO VOCÊ VOLTAR

Por Sérgio Oliveira
bloglastminute-news@reportagem.info 

19/10/2012, 9h20
Sou o pacato distante poeta
A angústia no meu ego aperta
Sou o classicismo tartamelo das Arábias
Poesias sem pavês e lábias.
A disfemia causa melancolia
Antes o sol nascia com alegria.
Sou a asa-de-telha mendiga
A “Canção do Nilo” * antiga.
Não fui retocado pelo charme
Sou a dislalia meio alarme
Uso as palavras certas
Nas horas cegas e desertas.
Confio que sou a disartria retorcida
Figura incluída na imagem ferida.
Sou da geometria um parvo
Do estro poético escravo.
A estrada esburacada é minha companheira
A madrugada uma consonância sem trincheira.
Na consternação impregna o sorriso
Que reflete no mais intenso piso.
Na vida sou o cristal
O Gênio da Lâmpada sem cartão-postal.
Agora presumo que sou
O passageiro do navio que não atracou
Não sou o Dr. Jack Shephard**
Procurando por um novo restard.
Sou vida passageira sem porta aberta
A chave ilusória da disfemia do poeta.

*Em referência “A Canção do Nilo” (The Nile Song), famosa música do grupo Pink Floyd.

**Em alusão ao Dr. Jack Shephard, personagem fictício da série Lost, da ABC, interpretado pelo ator Matthew Fox. 

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